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Há um caso de amor quase patológico dos brasileiros pela Flórida. É impossível explicar apenas pela lógica de onde vem tanta paixão inflamada por tudo que se refere a esse destino. Não é para menos que, com ou sem crise econômica, sermos o terceiro principal visitante internacional do estado norte-americano, o que corresponde a 10% do total. E, como não poderia deixar de ser, ganhamos também o título de segundo povo que mais gasta dinheiro por lá.   

 Esta idolatria cega pela Flórida e seus principais ícones – Miami, Orlando, Disney e demais parques temáticos – se reflete até na nossa cultura. Por exemplo, é ali que nossas criancinhas aprendem a não jogar lixo no chão, e seus pais a respeitarem as leis do trânsito.

A mesma atração irresistível também dá sinais de vida nas tentativas patéticas de repetir o modelo urbano tão adorado no Brasil. Por exemplo, a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, finge ser Miami. Ou o bairro de Alphaville, em São Paulo, faz de conta que é Orlando. Claro que cópia nunca supera o original, e o resultado é uma versão por vezes grosseira e defeituosa, mas que, num pacto de silêncio, todo mundo finge que não vê.      

Enquanto isto, a Flórida comemora resultados exuberantes. Um estudo da Tourism Economics sob encomenda da Visit Flórida para avaliar o impacto de estrangeiros na economia do estado aponta um crescente aumento nos gastos, receita e empregos ligados ao turismo, atualmente sua indústria número um.

Não é pouca coisa. Os visitantes – 84% deles a lazer – gastaram 108,8 bilhões de dólares em 2015, o que dá uma média de 300 milhões de dólares por dia. Dos estimados 85 milhões de visitantes que desembarcaram durante 2016 – mais de 14 vezes que o Brasil inteiro – 24% deles eram internacionais. Foram liderados por um trio formado por 4 milhões de canadenses, seguidos por 1.7 milhão de ingleses e 1.5 milhão de brasileiros. Somados com os demais países, deixaram nos cofres locais  25,7 bilhões de dólares.

 Os visitantes domésticos ficaram em média 4 dias. Já os internacionais se estenderam por 11 dias. Hors concours, com certeza para fugir do frio digno de urso polar, os canadenses foram ponto fora da curva, instalando-se na área em média por 23 dias.

O consumo de todos os visitantes trouxe receitas diretas não apenas hotéis (28.3%), mas também alimentação (20,4%), comércio (14,5%), entretenimento (14.3%), transporte terrestre (12,4%) e aviação (10,2%).

Houve ainda o impacto financeiro tanto indireto como induzido destes gastos sobre outros setores da economia do estado. Assim, os resultados quase que dobraram para 183 bilhões de dólares, ao levar em conta áreas como finanças, educação, agricultura, pesca, combustíveis, saúde, atacado, construção, serviços, manufatura, comunicação, entre outras.   

 No que se refere aos impostos, o turismo na Flórida contribuiu com 44.4 bilhões de dólares. Para dar uma ideia, se não fosse por isto cada residente teria que pagar 1.500 dólares para manter o mesmo nível de serviços do governo.

E os empregos? Foram 1,4 milhões de pessoas em todos os setores, o que gerou uma renda de 50,7

bilhões de dólares. Dito de outra maneira: cada 76 visitantes permitiram gerar uma contratação para o turismo.

 “A indústria do turismo está conduzindo o crescimento de nossa economia”, comentou com um sorriso de orelha a orelha Ken Lawson, Presidente do Visit Florida. Trata-se da organização que promove o turismo para o estado, e que atende mais de 11.000 empresas associadas ao turismo. Só faltou mesmo ele fazer um agradecimento especial aos brasileiros pela contribuição expressiva para os excelentes resultados.

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