LOBO OU OVELHA? É preciso separar quem realmente se interessa e luta pelo Turismo dos oportunistas ou incompetentes
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Que o Brasil sempre teve uma tendência histórica para escolher líderes equivocados, ninguém duvida. Basta dar uma olhada no que acontece tanto no setor público como privado para confirmar isto. Estamos cansados de ver gente despreparada ou mal intencionada alcançar com alarmante frequência o cume da hierarquia de mando. Isto acontece não só na política e economia, mas também junto ao empresariado ou associações de classe.

Falsos profetas prometem o inatingível, para tempos depois frustrar expectativas e desaparecer no ostracismo. Não é necessário citar nomes. Todo brasileiro tem em mente bons exemplos. O pior é que além do rastro de destruição, perda de tempo e desencanto, estes pseudo-líderes acabam por inibir ou ofuscar gente capacitada, que desiste de fazer parte deste impiedoso liquidificador de talentos. Com isto, deixa de dar o seu valioso quinhão de contribuição para o desenvolvimento econômico e social tanto do país, como de setores ou empresas.

E O TURISMO? 

Nenhum segmento da economia representa melhor este triste quadro que o Turismo. Terra de ninguém, não existem barreiras de competência que impeçam o fácil acesso de pessoas medíocres aos cargos mais vitais do setor. Desfila, diante de olhos impassíveis e omissos, uma coleção infinita de despreparados ungidos ao poder. No governo, indicados por critérios obscuros ocupam ministérios e secretarias em todas as esferas, e depois nada fazem pelo Turismo. No setor privado, diante do vácuo de interessados, revezam-se oportunistas, curiosos, ou meros incompetentes, para a gestão de associações de classe.

É claro que não se pode generalizar. Há pessoas excelentes com atuações admiráveis. Mas a frequência de gente errada no lugar certo se sobrepõe com lamentável vantagem. A rigor, observam-se no Turismo do Brasil ilhas de competência cercadas de mares de incompetência por todos os lados. Na maioria das vezes não vemos trabalhos consistentes, profissionais e proativos. São atuações pontuais, que apenas apagam incêndios. Como, por exemplo, eliminar ou evitar impostos ou taxas acachapantes, inventados sem critério por algum congressista desinformado sobre o setor.

AZAR OU OMISSÃO? Difícil explicar como o imenso potencial turístico do Brasil caiu nas mãos e promessas de falsos profetas
PREMIAÇÕES DUVIDOSAS

O mais curioso deste quadro não é apenas a complacência de quem atua no cotidiano do Turismo, e que teria legitimidade para mudar o quadro. Numa perversa inversão de valores, inexiste crítica, mas doentia supervalorização destes falsos líderes. Isto é feito através de reconhecimentos públicos e premiações que não correspondem às pífias realizações destas pessoas, se é que existem, em prol do setor.

Quer um exemplo recente? Pois aí vai. Agora mesmo um obscuro Fórum Brasileiro de Turismo, que ninguém sabe a que veio, premia Vinicius Lummertz com o título de Destaque do Turismo Nacional.

Pensando bem, faz sentido, se olharmos os precedentes de quem festeja e quem é festejado.

O PARAFUSO SE JUNTA À PORCA

Este tal Fórum está a cargo de ninguém menos que o deputado Herculano Passos, de triste memória por sua desastrosa gestão da Prefeitura de Itu. Ou seja, trata-se de um ato essencialmente político que usa o Turismo como plataforma para projetar seu criador. O convite para a premiação não deixa claro se o evento contará também com um recital de sanfona a cargo do atual Presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo)

MILAGRE DO DIA PARA A NOITE? Como foi mesmo que o ex-Prefeito de Itu se tornou um especialista em Turismo?

Quanto a Vinicius Lummertz, para quem acompanha o setor, dispensa maiores apresentações. Trata-se de outro político de menor expressão. Depois de curtas passagens pelo governo federal no Turismo, saltou com velocidade da luz para a Secretaria de setor de São Paulo. Em seu rastro, não deixou qualquer legado indelével. Pergunta-se: quais são exatamente as suas marcantes realizações? Teria o Turismo atingido novos patamares de qualificação graças à sua existência? Em tempos de pandemia, quais resultados tem a reportar durante sua dinastia?

DE GALHO EM GALHO – A carreira meteórica do político Vinicius Lummertz no Turismo é movida por mérito oportunismo?

Procura-se alguém que possa responder estas questões, não com opiniões, mas com dados e fatos. Como recompensa, torna-se candidato natural a um cargo de confiança, bem remunerado, em qualquer área da administração do Turismo brasileiro.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Sua crítica é bastante objetiva e escancara uma situação complicada com o Turismo no Brasil. Há muitos anos não passamos de 6.000.000 de visitantes estrangeiros/ ano, enquanto, por exemplo, Portugal um pais maravilhoso, mas infinitamente menor, recebe cerca de 15.000.000 visitantes/ano.
    Há evidentemente algo errado na condução global da atividade no país.
    Tive a oportunidade de participar do CNT, como suplente da presidente da entidade onde trabalhei, tendo constatado a sua enorme quantidade de membros e a dificuldade de ações e/ ou contribuições e/ ou discussões e/ ou soluções para o Turismo do Brasil,
    Mais recentemente, o governo brasileiro resolveu trocar a marca de divulgação do país no exterior e, infelizmente, entendo que o resultado foi desastroso.
    Que encontremos um caminho para o Turismo brasileiro, após a pandemia!

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