SÓ AZAR? - O descompasso do Turismo no Brasil deve ser atribuído em parte a maus líderes, empresários e imprensa.
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Um importante empresário do interior de São Paulo do ramo do turismo alanca nas redes sociais uma corrente do mal que atribui aos chineses a crise do coronavirus. Assim nasceu o Holocausto, ao culpar os judeus pelos males do mundo. Entusiasta do bolsonarismo, este senhor destila discriminação irresponsável. É acompanhado por vários dirigentes e profissionais do setor que compactuam igual preconceito por conta de um imaginário “perigo amarelo”. Chama a atenção que esta corrente no Facebook seja alimentada por pessoas que fazem de meio de vida vender viagens para todos os destinos, inclusive a China. Esta demonstração de nazismo caipira pode ser atribuída à pura burrice, ou seria sinal dos tempos?

Infelizmente este mau comportamento não é um fato isolado, nem se limita à discriminação.

Paradoxo

Como explicar que justamente quem atua no Turismo, santuário de quem acredita no setor como ponte para melhor compreender e integrar povos e culturas, se torne veículo de pensamentos tão discriminatórios e preconceituosos?

FALSO PRETEXTO – Ao invés de olhar o próprio umbigo os medíocres costumam apontar outros pelos erros.

No caso brasileiro, a mentalidade retrógrada tem uma explicação adicional. A excessiva e promíscua relação que algumas lideranças de classe, parte do empresariado e da imprensa do setor, desenvolveram com os governos. Não importa quem ocupe o poder, há uma perigosa dependência econômica. E, como consequência, também ideológica, como é o caso atual. Reféns de verbas oficiais, aceitam bovinamente, e prestam homenagens, a Ministros de Turismo, assim como Secretários de Estado ou municipais medíocres ou desqualificados para o cargo. E isto quando não estão envolvidos com problemas na Justiça. Por isto, nada mais natural que apoiem, sempre em nome do dinheiro oficial, teses absurdas de ocasião. Ou paradoxas à própria existência do Turismo.  Felizmente, não é o caso da maioria.

Falsa utopia

Como já escrevi aqui, “com reduzida capacidade crítica e miopia diante da evolução tecnológica e marcha do tempo, pseudolíderes preferem se autopremiar e confraternizar em bocas-livres e “fam tours”, numa ação entre amigos. Vivem assim uma falsa utopia. Avessos ao risco, são os primeiros a reclamar da baixa participação do Estado quando se trata de investimentos, e de sua presença ostensiva toda vez que os negócios se tornam lucrativos”.

SEM ESCRÚPULOS – Também no Turismo, o interesse pessoal não pode se sobrepor a qualquer preço.

Ou seja, o Turismo brasileiro ou o consumidor que se danem. Para poucos mas atuantes empresários do setor, em primeiro lugar vem o seu bem-estar. E isto embalado por mentalidade retrógrada pessoal e nos negócios, sejam eles legítimos ou não. E pobre de quem se opuser ou desnudar seus descaminhos. Cai em desgraça e desprezo absoluto.

O mistério é por que pouquíssimos no Turismo se manifestam publicamente diante deste processo degradante promovido por uma minoria estridente. Afinal, aqueles que se calam podem ser percebidos como cúmplices de um descaminho que certamente condenam.

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