AVIÕES PARADOS - Até quando as companhias aéreas vão resistir à paralisação das aeronaves por causa da pandemia?
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Diante da crise aguda universal causada pelo coronavírus, não espere soluções mágicas nem imediatas par o futuro da aviação no Brasil. Neste momento, qualquer prognóstico seria precipitado.

No entanto, com base em avaliações de quem atua no setor, juntamos dez fatores que servem de balizamento e contribuem para desenhar cenários na retomada do setor.

OS 10 FATORES

VARIAÇÃO DO DÓLAR – Se mantida como hoje muito alta e em aparente ascensão, a taxa da moeda norte-americana é fatal não só para pressionar os custos da operação (51% é em dólares), como afetar a capacidade de consumo dos viajantes.

PREÇO DAS PASSAGENS – atualmente, como 90% das aeronaves estão no chão, o valor do ticket está artificialmente baixo. A volta à normalidade, que será gradativa, tende a resgatar os preços por uma questão de sobrevivência econômica. Vários fatores podem contribuir, entre eles dólar alto, adoção de protocolos mais rigorosos de limpeza, espaçamento nas aeronaves, menor demanda, ou então itens desconhecidos que podem surgir. Mas neste momento isto é uma incógnita, pois ninguém tem certeza.

DURAÇÃO DA PANDEMIA – Quanto mais demorar o controle da situação, maiores serão os prejuízos das companhias aéreas, bem como dificuldades financeiras das empresas (maiores usuários da aviação), menor capacidade de consumo dos passageiros de lazer, e despreparo de destinos para receber voos por condições sanitárias ainda inadequadas.

CRISE DO PAÍS – A atual turbulência política e econômica do Brasil é fator decisivo para a recuperação da aviação. Os sobressaltos provocam ambiente de insegurança danoso para investimentos, assim como adiam gastos em viagens dos passageiros de negócios e lazer.

A CRISE ATACA – A aviação precisaria de uma bola de cristal para adivinhar o que vai acontecer no Brasil
OVO E GALINHA?

SITUAÇÃO DA DEMANDA – Não prevalece aqui a conhecida relação ovo-galinha. Traduzindo: não se espere rotas sem passageiros interessados em voar. ”A aviação não cria, só responde à demanda”, explicou Eduardo Sanovicz, Presidente da ABEAR (Associação Brasileira de Empresas Aéreas), em recente live da Festuris. Assim, cabe aos destinos e mercado criar movimento para a aviação corresponder.

SEM MÁGICAS – A aviação não atrai passageiros por si, mas atende às demandas do mercado.    

NOVOS PROTOCOLOS – Patamares mais rigorosos de limpeza e higienização das aeronaves; uso obrigatório de máscaras para passageiros e tripulação durante todo voo; procedimentos de check-in que respeitem distâncias, são alguns dos processos adotados.

COMPORTAMENTO DO VIAJANTE – será necessário intenso programa de reeducação, principalmente de passageiros, para uma interação mínima entre pessoas. Vai desde evitar aglomerações e contatos físicos em bilhetes e filas, até obedecer a orientação dos tripulantes, especialmente em momentos críticos, como no acesso ou saída em aviões.

CENAS DO PASSADO? – É preciso educar o passageiro para novos padrões de isolamento antes, durante, e após o voo.

TECNOLOGIA – Torna-se a maior aliada da aviação. O passageiro vai controlar cada vez mais o processo através de seu dispositivo. Da compra do ticket à entrada na aeronave, da entrega da bagagem ao acompanhamento de seu manuseio até a sua recepção final.

SERVIÇO DE BORDO – Estão sendo estudadas mudanças radicais neste quesito, com menor manuseio de produtos, novos materiais descartáveis, e contatos durante o voo. Estão banidos itens como panos quentes antes das refeições, ou bebidas em copos.

DOMÉSTICOS PRIMEIRO – O retorno do movimento aéreo no Brasil deve começar pelos voos domésticos por razões como: 1. Medo de se aventurar para o exterior; 2. Impacto financeiro devido à crise e 3. Restrições sanitárias de destinos internacionais a países.

“Com certeza vai haver importantes mudanças nos processos, produtos e número de passageiros”, avaliou Jerome Cadier, CEO da LATAM no país, em recente webcam da Panrotas.

Jerome também espera que na retomada sejam solucionadas antigas questões de ineficiência que afetam custos e comprometem o desenvolvimento da aviação no país. Em outras circunstâncias, em 2017 abordamos este tema anteriormente aqui. Mas, pela sua importância, vale a pena retomar a questão em outra conversa.

SEM SOLUÇÃO FÁCIL – Até que a pandemia seja resolvida, cada um pode sonhar com a melhor forma de voar.

 

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